A força da mulher na sociedade e na economia
O percurso percorrido pelas mulheres brasileiras na sociedade e na economia tem sido marcado por lutas e conquistas na obtenção crescente da equidade com o gênero oposto. Se antes as mulheres eram consideradas sexo frágil, as gerações de hoje desconhecem a expressão. Com conquistas, passaram a competir em igualdade com os homens, ganhando espaços em praticamente todas as áreas e atividades, por meio da competência, capacidade, aptidão e adaptabilidade. Retrospectivamente, as vitórias sancionaram o poder de contribuição das mulheres no sentido de uma sociedade mais justa e moderna, preenchendo relações que pendiam em favor dos homens e desconstruindo retrocessos. Assim, em 1932 puderam votar e se candidatar; em 1962 tiveram emancipação e autonomia para a escolha de não engravidar; depois, a Lei do Divórcio, em 1977, revogou o desquite, oportunizando novos casamentos; a Lei Maria da Penha, em 2006, coibiu a violência doméstica e familiar contra elas; e, em 2015, a tipificação do feminicídio como homicídio qualificado aumentou o peso da lei para infratores. Os números do mercado de trabalho e empresarial são expressivos quando retratam a participação feminina de maneira absoluta, ao competir com os homens. Exclusivamente no município do Rio de Janeiro, em 2025, entre admissões e demissões, o saldo do emprego formal atingiu mais de 36 mil vagas. As mulheres foram responsáveis pelo preenchimento de quase 60% dessas vagas, com cerca de 22 mil, enquanto os homens responderam por aproximadamente 18 mil, perto de 40%. A maior demanda de emprego de mulheres aconteceu junto às micro e pequenas empresas, com mais de 14 mil novos postos; nas médias e grandes empresas, com mais de 6 mil ocupações; e nas organizações sem fins lucrativos, com quase 3 mil. Os números do empreendedorismo feminino se tornam robustos quando se mede a inserção da mulher no estado, por meio das atividades do MEI (microempreendedor individual). No fechamento de 2025, o total somava quase 2 milhões de registros, sendo 839 mil de mulheres (quase 47%). No município do Rio de Janeiro, a relação aumenta um pouco, destacando proporcionalmente o papel delas junto às iniciativas microempreendedoras. Na cidade, as mulheres representam mais de 48%, com 358.600 negócios, enquanto os homens possuem cerca de 387.500. As mulheres dividem com os homens praticamente todos os segmentos empresariais do MEI e destacam-se com superioridade em atividades mais características, entre elas: cabeleireiras, comércio varejista de óticas, promoção de vendas, atividades de tratamento de beleza e serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas. Apesar dessa constatação, o Rio de Janeiro se constitui no principal estado da Federação em que a participação relativa das mulheres no desenvolvimento de negócios é maior. Do total de 2,5 milhões de empreendedores, os homens representam 62% (1,55 milhão), ao passo que as mulheres chegam a 38%, com mais de 964 mil empreendedoras. Todos esses dados evidenciam a força da inserção feminina no mercado de trabalho, bem como a capacidade de permanência na ocupação dos postos. Isso tem a ver com o compromisso em favor da empresa, o fato de serem mais estudiosas e dedicadas, e dispostas a encontrar soluções. Também há a questão de que a liderança feminina empodera ao inspirar e influenciar outras mulheres. Fonte: https://sindilojas.rio